CONVIVÊNCIA E CNV
ESTUDO DE CASO: ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAS E ASSÉDIO ELEITORAL
Análise do caso à luz da CNV
ESTUDO DE CASO: ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAS E ASSÉDIO ELEITORAL
Análise do caso à luz da CNV
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ESTUDO DE CASO
ESTUDO DE CASO: REPORTAGEM DO TST SOBRE ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS E ASSÉDIO ELEITORAL COM FUNCIONÁRIOS , FORNECEDORES E COMUNICADE LOCAL.
Análise do caso à luz da CNV
Aula ministrada por Roger Ramos (texto e vídeo).
Tempo de leitura: 10 minutos | Duração do vídeo: 31 minutos e 6 segundos.
Data: 22/05/2026.
Fonte: TST
Descrição: Associações empresariais foram condenadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) por estimular assédio eleitoral, utilizando discursos de medo para manipular escolhas dos trabalhadores. Este estudo de caso analisa o veredito sob a ótica da Comunicação Não Violenta (CNV), oferecendo caminhos para líderes construírem uma cultura organizacional baseada em empatia e respeito, em vez de coação. Descubra a análise completa em TST.
PARTE 1
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Este material de apoio é o texto apresentado em vídeo da aula, aplicando as análises e técnicas da Comunicação Não Violenta (CNV) sobre os fatos relatados na reportagem do TST envolvendo associações empresariais, funcionários, comunidade e fornecedores.
RESUMO DOS FATOS (BASEADO NA REPORTAGEM DO TST)
Olá!
"Seja muito bem-vindo a Escola Aberta da CONSCY. Antes de iniciarmos a análise, ressaltamos que este vídeo possui caráter estritamente educativo, analítico e de estudo prático baseando-se nos conceitos da Comunicação Não-Violenta (CNV). As observações feitas a seguir fundamentam-se exclusivamente em fatos de interesse público divulgados oficialmente pelo portal do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Nosso objetivo aqui não é emitir juízo de valor sobre o caráter das instituições ou indivíduos citados, tampouco debater o mérito jurídico da decisão, tarefa que cabe unicamente à Justiça. Nosso foco é puramente técnico: compreender as estruturas de linguagem, as dinâmicas de poder e as estratégias de comunicação sob a ótica da CNV."
De acordo com as informações oficiais publicadas pelo portal do Tribunal Superior do Trabalho (TST), os fatos que servem de base para este estudo de caso são:
A Decisão: A Sétima Turma do TST validou a condenação de duas associações empresariais de Chapecó (SC) ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos devido a práticas ligadas ao chamado assédio eleitoral.
O Fato Gerador: Conforme os autos do processo, as entidades elaboraram e divulgaram um manifesto institucional direcionado a empresários locais durante o período eleitoral de 2022.
O Conteúdo do Documento: A matéria aponta que o manifesto sugeria explicitamente que as empresas adotassem critérios políticos e ideológicos em suas decisões de gestão, recomendando "dar preferência" na contratação de fornecedores e prestadores de serviços que compartilhassem de determinadas convicções políticas e econômicas alinhadas às das associações.
A Fundamentação da Condenação: O colegiado do tribunal considerou que a conduta das entidades configurou abuso do direito de livre manifestação, estimulando a discriminação e interferindo indevidamente na liberdade de voto e de escolha dos trabalhadores e parceiros comerciais.
A análise do campo de interações gerado por este documento impresso ou digital revela os seguintes estados emocionais:
Do lado afetado (Trabalhadores, Fornecedores e Comunidade Comercial): Os relatos e o contexto apontam para o surgimento de medo (relacionado à perda do sustento ou de contratos), desamparo (diante da disparidade de forças institucionais), ansiedade e frustração quanto à preservação de sua autonomia individual.
Do lado que utilizou a força/violência (As Associações Emissoras): Sob a lente da CNV, a ação de emitir um manifesto dessa natureza sinaliza um estado de insegurança (frente a possíveis mudanças no cenário macroeconômico), estresse e preocupação com o futuro, que se manifestaram de forma trágica por meio de uma tentativa de controle e coerção do mercado.
Sob a ótica analítica da CNV, este caso ilustra de forma clara o Uso Punitivo da Força Econômica e Institucional. Quando entidades de classe utilizam sua influência para ditar quem "merece ou não" fazer parte de um ecossistema comercial com base em critérios alheios à competência profissional, instala-se uma Linguagem de Dominação.
Em vez de operar na lógica da interdependência e da cooperação (onde os negócios prosperam por meio do valor compartilhado), a estratégia adotada baseou-se na lógica da coerção. Na CNV, as exigências ou recomendações impositivas que carregam consigo uma punição implícita (como a perda de contratos ou a não contratação) quebram a barreira da segurança psicológica do ecossistema social e geram adoecimento e reatividade em cadeia. A decisão judicial, nesse sentido, atua como uma barreira regulatória para conter essa assimetria de poder.
1. Ação Protetora (Pelo lado dos afetados)
Em dinâmicas onde a segurança do emprego ou do negócio está em risco direto, o estabelecimento do "Não Assertivo" individualizado pode ser de alta vulnerabilidade. Portanto, a CNV valida a mobilização da Força Protetora Coletiva e Institucional — exatamente como ocorreu no caso, por meio da atuação do Ministério Público do Trabalho e dos sindicatos, para restabelecer os limites legais e proteger a integridade civil e a liberdade de escolha das minorias ou dos polos mais vulneráveis da relação.
2. Ação Pedagógica (Pelo lado das instituições corporativas)
Se as associações empresariais desejassem genuinamente expressar suas necessidades de previsibilidade e preservação econômica sob os princípios da CNV, o caminho alternativo seria substituir a coerção pelo engajamento legítimo:
O Pedido Conectivo em vez da Exigência: As entidades poderiam produzir manifestos focados em propostas, dados macroeconômicos de desenvolvimento e debates abertos, convidando a comunidade ao diálogo estruturado, sem condicionar a subsistência ou os contratos de fornecedores à uniformidade de pensamento.
O Foco nas Necessidades Comuns: Uma liderança institucional conectiva reconhece que a verdadeira estabilidade econômica não nasce do controle do pensamento alheio, mas sim da criação de um ambiente de negócios onde a pluralidade e a confiança mútua sustentam as parcerias a longo prazo.
RESUMO PARA REFLEXÃO
O caso mostra que a comunicação violenta é uma tentativa falha de obter resultados através do medo e que exprola o ambito interno da empresa (comunicção entre líder e liderado) e percorre a sociedade até mesmo no âmbito político e econômico. A CNV (Comunicação Não Violenta) propõe que resultados sustentáveis e ambientes saudáveis só surgem quando as necessidades da instituição (metas) estão em equilíbrio com as necessidades humanas dos colaboradores (respeito e segurança), sem imposição políticas, e ideológica. Precisamso abrir canais de diálogo por meio da educação, sempre priorizando a pluralidade de ideias e o compartilhamento de valores.
"Como podemos diferenciar o debate político saudável da pressão institucional em nossos ambientes cotidianos?"
"Qual o papel da escuta ativa quando identificamos uma relação de assédio perto de nós?"
REFERÊNCIAS E FONTES DE INFORMAÇÕES
Estudo de Caso baseado em teorias da CNV (Comunicação Não Violenta).
Psicólogo Marshall Rosenberg
Fonte de informação: Portal TST.
https://www.tst.jus.br/-/associacoes-empresariais-sao-condenadas-por-estimular-assedio-eleitoral
Autor
Roger Ramos
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