"A pausa necessária para observar o mundo e senti-lo, através de reflexões do dia a dia e reflexos que representam a vida, o individual e o coletivo."
REFLEXÃO & REFLEXO: PENSAMENTOS DIÁRIOS
Autor
Roger Ramos
VOCÊ ESTÁ AQUI <Reflexão & Reflexo: Pensamentos diários em texto, fotografia, áudio e vídeo.>
Leia, escute, assista, observe e contemple reflexões e reflexos de nossas vivências individuais e coletivas.
QUAL O PONTO DE PARTIDA E O DE CHEGADA?
Local: Sousas, Campinas/SP.
Foto em: 31 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 07/06/2026
"se não existe fim, certamente não existe partida. É preciso determinar o que é o fim para entender o que é a partida. Então percebo que a realização é o que se faz no caminho, mesmo não sabendo o que é o início e o que é o fim.
Para alguns, a realização é chegar ao topo dos objetivos; para outros, é algo mais estático: estar onde se está, em plenitude, sem precisar chegar ao topo, pois já é onde se pisa.
Agora, será que o caminho até o topo é realmente onde se pisa? Será que existe mesmo um chão, ou foi uma ideia humana de existir uma rota — um chão duro, sólido, concreto?
A realização, então, é um 'ato' em um 'cenário' dentro de um 'caminho'. Cada um possui o seu. Ela pode ser um pequeno ato que, em significado, é enorme; ou um enorme ato que é apenas um pequeno e singelo instante. Veja que o ato, grande ou pequeno, depende do significado. Darei um exemplo pessoal:
Meu carro é um Ford Ka 2004. Econômico, pequeno e simples, significa muito para mim, pois, em momentos de aperto financeiro, eu não tenho IPVA para pagar (rsrs) — o que é ótimo! Já em momentos de calor, a falta de um ar-condicionado me faz pensar: 'Eu poderia ter um carro mais novo, potente e com ar-condicionado'.
Então perceba que o significado da partida, do caminho e da realização é completamente único, exclusivo de seu autor. Observe o que para você faz sentido e busque vivê-lo com intensidade, inteligência e sabedoria. Entre conquistas e vivências, eu busco o desapego e a iluminação — que nenhum Ford Ka sem IPVA ou carro com ar-condicionado poderá me dar.
Abraços calorosos e que todos vocês tenham significativos caminhos e vivências em suas jornadas!"
| Roger Ramos
QUAIS AS ROTAS DO TEMPO E DA MEMÓRIA?
Local: Sousas, Campinas/SP.
Foto em: 31 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 07/06/2026
Às vezes estamos na modernidade correndo, mas nossos pés ou nossas memórias ainda pisam no antigo. Cada um no seu tempo, na sua velocidade, mas dividindo o mesmo espaço... em sua própria textura, em sua própria forma, sempre únicas.
| Roger Ramos
CONTRA-PLONGÉE: "..."
Local: Sousas, Campinas/SP.
Foto em: 25 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 07/06/2026
O topo dessa palmeira é a sua copa ou o céu? O que significa chegar ao topo, estar no topo e, afinal, superar o topo? Olhando de baixo, a linha de chegada parece se fundir com o infinito. Talvez o topo não seja um lugar onde se pisa, mas a perspectiva de quem escolheu olhar para cima, pois não há fim, apenas o alcance do nosso olhar...
| Roger Ramos
ENTRE FEIXES DE LUZ, FORMAS E TONALIDADES
Local: Sousas, Campinas/SP.
Foto em: 31 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 07/06/2026
Entre frestas de nuvens, os feixes de luz. Diante das tonalidades e cores, o olho vê o cenário por pura percepção biológica. A pareidolia nesses momentos acontece; outras vezes, não. Mas, muito além da condição biológica de enxergar formas, a consciência vê, percebe, acolhe, processa e dá significado...
| Roger Ramos
NUDEZ BUCÓLICA
Local: trilhas de Joaquim Egídio, Campinas/SP.
Foto em: 01 de junho de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 06/06/2026
As folhas caem; elas são o que queremos que sejam: as roupas, as memórias, as relações, o convívio. Deixar ir embora é ver o cair das folhas e encarar a nudez da própria estrutura...
| Roger Ramos
RAÍZES DE UMA INTENÇÃO
Local: trilhas de Joaquim Egídio, Campinas/SP.
Foto em: 01 de junho de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 06/06/2026
Deixe-me lhe contar uma história de amor que adorna esta trilha. Dizem que, há muitos anos, um casal caminhava por este mesmo chão quando decidiu semear uma vida neste barranco. Plantaram e a chamaram de Faith — Fé. A espécie se perdeu no tempo e é difícil identificá-la hoje entre as folhagens.
O tempo passou e o casal já não caminha mais junto. Mas a Fé que plantaram permaneceu.
"O amor pode ter mudado de rumo, mas a intenção de semear fez cada passo valer a pena."
| Roger Ramos
ESCUTA ATIVA
Dê o play!
Local: trilhas de Joaquim Egídio, Campinas/SP.
Áudio em: 01 de junho de 2026
Áudio por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 06/06/2026
Dê o play e escute...
É possível identificar os sons?
Na vida corrida de hoje, nem sempre é possível escutar os nossos passos, saber por onde andamos e para onde estamos indo. Alguns ambientes são mais barulhentos que outros, e algumas pessoas são mais seletivas que outras ao escutar os sons.
O que é necessário para você escutar os seus passos?
| Roger Ramos
DO ABANDONO À REINTEGRAÇÃO
Local: Sousas/SP.
Foto em: 02 de junho de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 06/06/2026
Pense em quanto tempo a interdição está lá... de cabeça para baixo. Uma interdição esquecida gera ruína; da mesma forma, abandonar o diálogo gera violência. Cuidar do espaço e das relações é o primeiro passo para a paz.
O que virou ruína na sua vida? Consegue restaurar através do diálogo?
| Roger Ramos
EXISTIMOS NO QUE SOMOS E NO QUE DEIXAMOS VER
Local: Sousas/SP.
Foto em: 02 de junho de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 05/06/2026
Existimos no que somos e no que deixamos ver.
Na frente, o anúncio. Atrás, o vazio — ou será que é o oposto?
Qual a sua ideia?
| Roger Ramos
ENQUANTO O LAÇO UNE COM LEVEZA, O NÓ APERTA COM FIRMEZA
Local: Sousas/SP.
Foto em: 25 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 31/05/2026
Na foto, podemos observar as raízes aéreas de uma Ficus, que têm a missão biológica de beber a umidade do ar enquanto descem, pacientes, em direção ao chão para abraçar a terra. Observando com atenção, enxergamos um laço ou um nó em suas raízes. Para essa árvore, a interrupção do crescimento é ruim ou é melhor unir forças criando raízes mais fortes?
Em nossa sociedade, damos significados diferentes para uma mesma situação, enquanto refletimos sobre a Ficus, mudaremos o foco. Podemos dizer que laços são aqueles que fazemos por aliança: uma parceria de negócios, uma amizade ou um casamento. Podemos dizer que é nó quando se trata de um emaranhado de problemas, uma mão atada ou um cadarço de tênis com aquele "nó" indomável, difícil de desfazer. Olhar para esse cenário pode ser uma coisa ou outra, mas o que exponho aqui é um terceiro ponto de vista.
Penso que as atitudes das pessoas é que determinam o que é um e o que é o outro. Se no momento de ser laço é uma aliança e depois o desentendimento culmina em um nó, o que de fato ele é? O que diverge é a atitude de transformar um no outro: de laço para nó e de nó para laço.
Agora vem a terceira via: o que seria um ou outro podem ser os dois ao mesmo tempo?
| Roger Ramos
QUÃO PROFUNDAS SÃO NOSSAS RAÍZES?
Local: Sousas/SP.
Foto em: 25 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 29/05/2026
As raízes das plantas possuem funções como a fixação da planta no solo, a sustentação do seu peso contra os ventos, a absorção de água e nutrientes e a condução da seiva bruta até o caule. Os benefícios ambientais são a proteção do solo (ao fixar a terra), a facilitação da infiltração da água no solo e a alimentação de microrganismos através dos açúcares liberados.
E as raízes humanas? Quais são as funções e os benefícios de ter raízes que sustentam nosso ser? Lembro-me do filme O Senhor dos Anéis e do livro, que possui uma passagem lá para o final, sobre estar "ferido" após a aventura. A passagem é essa:
"— Ai de mim! Há algumas feridas que não podem ser totalmente curadas — disse Gandalf.
— Temo que seja assim comigo — disse Frodo. — Não há uma volta real. Embora eu possa retornar ao Condado, ele não parecerá o mesmo, pois eu não serei o mesmo. Fui ferido por faca, ferrão e dente, e por um longo fardo. Onde encontrarei descanso? — Gandalf não respondeu."
Essa passagem é sobre as feridas da grande jornada de Frodo e o Um Anel. Após o desfecho da jornada, Frodo se vê diferente, transformado; podemos dizer que vitorioso e, ao mesmo tempo, ferido. Frodo narra a profundeza de sua ferida, que se torna suas raízes, de sua transformação e de como será a vida na volta para casa.
Uma coisa eu sei — ou não sei, mas digo da mesma maneira: viver um dia de cada vez, sem pressa, sem ansiedade pelo que se foi e pelo que aconteceu, e sem ansiedade pelo futuro, aquilo que não sabemos. Viver o presente em sua plenitude é dar voz ao que se foi, ao que se é e ao que será...
| Roger Ramos
PEQUENAS PEDRAS E UM GRANDE MONTE OU UM PEQUENO MONTE E GRANDES PEDRAS?
Local: trilha em Joaquim Egídio/SP.
Foto da esquerda em: 20 de maio de 2026
Foto da direita em: 24 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Roger Ramos
Data de postagem: 29/05/2026
Realizando a minha caminhada diária, observei estas pedras em equilíbrio, às quais chamo de "Pequenas Pedras e Um Grande Monte". Alguém das redondezas ou da fazenda criou essa linda obra. O cavalo ao fundo me observando é o charme do ambiente. Vejam que as pedras se equilibram sem nenhuma cola, se encaixando em posições e se agrupando, formando uma obra de pedras.
Ao passar novamente pelo local, quatro dias depois, a obra estava diferente: algumas caíram ou foram retiradas. Ventou em alguns dias e choveu em outros, então não sei ao certo o que retirou as pedras menores do topo da obra. Já o cavalo charmoso deveria estar em outro local.
As pedras podem ser pequenas, mas podem formar grandes montes. Elas podem rolar, se reagrupar e se reordenar. Vejam que podemos chamar essa obra de "Pequenas Pedras e Um Grande Monte" ou "Um Pequeno Monte e Grandes Pedras". Tudo dependerá do ponto de vista.
O fato é que esta obra não foi feita com cola ou cimento; ela foi feita com encaixes. Assim como na vida, nós encaixamos o conhecimento, as pessoas, as situações e os objetos. Em um momento ou outro a obra muda: novos encaixes são feitos, às vezes substituindo as pedras e formando um novo monte, uma nova obra, uma nova paisagem, impermanente...
| Roger Ramos
UM DIA AS PEGADAS SE CRUZAM...
Local: trilha em Joaquim Egídio/SP.
Foto em: 24 de maio de 2026
Fotografia por: Roger Ramos
Texto por: Márcia Franco
Data de postagem: 28/05/2026
Nesta foto, observamos a lama e as diversas pegadas de pessoas que se cruzam em momentos distintos e funções variadas, com um resultado plural. Os rastros na lama somem, mas as nossas ações não.
Quais pegadas você quer deixar no mundo, sabendo que um dia alguém cruzará com elas?
| Márcia Franco
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